Mulher viola, poe na sacola
Espere, expire o ritmo da vida
Mulher gaivota, oh! Que esmola
Faz-se do homem, pelo chifre à ferida
Mulher do tempo, olhe pro vento
Aclame a paz, acalme a alma do aflito
Mulher de Cristo, perde o grito
Com tanta farda, que Esparta o negrito
Mulher canoa, a quem ecoa
A porta aberta, concreta que entoa
Mulher que giro, no entanto piro
De pesar, que rege sem apito
Mulher da água, deságua
A terra do palito
Vingança, pança que severa
Trauma de um alguém sofrido
Cê qui sabe, sem saber de onde quer estar
Vê se cabe, o que deixa contigo levar
Pra onde escape, o sofrimento vai te atormentar
Até onde sabe, não se pode acomodar
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