segunda-feira, 12 de abril de 2010

RIO, ENTRE RIOS DE LÁGRIMAS

Prescrevo a água como responsável pela vida. Há alguns anos, diria, Antes de Cristo, todos os que acreditam no livro dos livros (minha crença), que é a Bíblia,viram a descrição do Dilúvio, na época de Noé. Os povos de Noé foram avisados sobre o grande Dilúvio que vira sobre àquela cidade. Todos desesperados correram, cada um, para seu refúgio e consigo resgatou o que coube dentro da arca. Alguns levaram seus animais, enquanto outros resgatavam sua família. E até que chegou o grande dia. Aos que desobedeceram à ordem de Deus e o conselho de Noé sofreram e morreram. A água por sua vez levou muitos consigo.

Em outro contexto, vemos a alegria de quem precisa da água para o uso do dia-a-dia. Utilizamos-na para banhar, fazer almoço, janta e determinar nossos compromissos diários e de precisão. Mas, nestes últimos tempos, venho acompanhando várias catástrofes... Chorei bastante, como todos nós Brasileiros choramos, presumo, quando acompanhamos aquele desabamento no Rio de Janeiro, na cidade de Niterói,ao ver os estragos que a água gerou aos nossos “irmãos”.

Quero descrever minha indignação (por quem não sei) e ao mesmo tempo prestar minha solidariedade aos nossos “irmãos” e vizinhos, todos Brasileiros. Mantenho de luto, não sei por quanto tempo. O tempo que eu declarar luto, não compensará às tantas vidas perdidas. Imagino, como não estão nossos Cariocas, que perderam suas casas, mobílias e família.

A água, que era para manter a vida, me vem levá-la de forma rude e grotesca. Confiei naquela que Deus disponibilizou para minha defesa, para minha manutenção e equilíbrio. E esta me responde desta forma. Resta saber onde está o erro? Quem provocou o erro? O porque esta reivindicação desastrosa da água? Como aconteceu tudo aquilo? Será que realmente tudo isso aconteceu ou ainda durmo para amanhã acordar? – Não sei a resposta.

Este, não é o momento de responsabilizarmos quem quer que seja, mas aferir uma parte de culpabilidade à administração pública, isso me será vindouro fazer. Locam meu povo de forma animal e o deixa para as traças. Entregam-os aos cardumes da maré cheia, sem se quer lhes dar o barco para fuga e agora os enterram num lixão, que ao menos deveria servir para depósito e não de CEMITÉRIO. Até mais tarde.





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